terça-feira, 12 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

O equilibrio do TER e do SER

Nessa busca desenfreada de aquisição de bens, sejam eles móveis ou imóveis, quase nunca nos perguntamos: O que realmente importa nessa vida?
No dia-a-dia, não raro, testemunho situações bastante preocupantes, considerando as possíveis consequências. Conheço famílias nas quais o laptop recebe muito mais atenção do que os seres que nelas habitam (filhos, maridos, esposas e afins). Enquanto as contas bancárias engordam, as relações afetivas esmorecem, murcham. Os pais não tem tempo para perceber o quanto os filhos cresceram. Os filhos, por sua vez, não percebem o quanto seus pais estão envelhecendo. Na hora das refeições, cada um escolhe o seu lugar favorito da casa para fazê-lo. A tecnologia que hoje abunda é proporcional a escassez do exercício do Amor fraterno. Mas o que de fato importa? Penso que o sentido de buscar o TER deva estar atrelado ao objetivo de compartilhar as alegrias, de confidenciar os objetivos, de comemorar as glórias, de ter a família como um porto seguro e não um hotel de beira de estrada procurado para pernoitar. Penso que mesmo que estejamos num novo tempo, a família sempre será a base, o alicerce de todo ser humano. Por isso, importante se faz uma reflexão sobre que geração estamos formando em nossos lares, com toda essa falta de tempo que parece ser uma justificativa generalizada nas famílias atuais. Os pais não conhecem seus filhos,não tem tempo de conversar com eles. Em contrapartida, o Tio Orkut, o Tio MSN e o Tio Blog, por exemplo, sabem tudo a respeito deles. O único porém nessa história toda é que no surgimento de problemas a resolver, esses "tios" nada farão para ajudar. Na verdade, penso que esteja faltando equilíbrio nessa balança do TER e do SER. Para TER não precisamos deixar de SER. O caos surge da desordem, portanto precisamos estar atentos para o que realmente importa. Precisamos agradecer a Deus Pai Criador, com mais frequencia, a tudo o que Ele nos permite TER e devemos rogar com muita intensidade que Ele nos possibilite SER instrumento de Seu Amor em nossas famílias. Que Ele nos Fortaleça no Amor e na Caridade para que possamos oferecer sempre o melhor de nós a nossos entes queridos, ou seja o nosso SER, que para mim, é o que realmente importa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que é perdoar?


Perdoar. Tarefa fácil pra uns; difícil pra outros. O que é perdoar? Botar uma pedra em cima de todas as ofensas sofridas? Fazer de conta que nada aconteceu? Esquecer pura e simplesmente?Dar uma nova chance?
Em particular, não sou de guardar ressentimentos. Fico triste por momentos desagradáveis que marcam páginas da minha vida com decepções e a intensidade da tristeza que sinto é proporcional ao tanto de carinho que nutro por quem me magoou. Mas raiva, aquele sentimento ruim que afasta qualquer possibilidade de reconciliação, esse não alojo em meu peito. Dou sim, tempo ao tempo, espero as feridas cicatrizarem e aí sinto-me pronta, novamente para reinventar as relações estremecidas, se possível for.
Quando não é possível retornar aos bons momentos, guardo com carinho todos os que colecionei e continuo minha caminhada, sem ressentimentos.
A diferença entre tristeza e raiva é grande. A tristeza leva-me a refletir sobre todos os caminhos percorridos, leva-me aos por quês necessários para encontrar o equilíbrio. A raiva não me daria essa oportunidade, cegaria o meu senso crítico e afastaria qualquer possibilidade de crescimento emocional.
Penso que perdoar implica em livrar-se do ressentimento que, em geral, está acompanhado da raiva. Como o sentimento que me envolve em situações desconfortáveis é a tristeza e não a raiva, não tenho o que perdoar.
E você, caro visitante em meu blog, como costuma reagir em situações assim? Que sentimento você carrega quando alguém lhe magoa?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ao vivo e em cores

Penso que muitas relações sociais e afetivas, nos dias de hoje, estão sendo construídas em solos frágeis, raízes curtas e com pouca irrigação.
E isso me incomoda profundamente.
Sou de um tempo no qual ansiava o entardecer para encontrar os amigos, na soleira de minha porta. Lá, conversávamos sobre nossos sonhos para o futuro, tocávamos violão, contávamos piadas, ríamos de tudo.
Havia uma leveza que queria muito ser compartilhada.
Muitos segredos confidenciados e guardados com muito carinho.
Hoje, tenho dificuldade em me comunicar por e-mail, e sei mais lá o quê...
Não creio que as emoções possam ser cultivadas com teclas e telas.
A tecnologia tem um caráter objetivo, prático e funcional.
Nenhum meio de comunicação irá substituir um abraço, um olhar de ternura, um colo amigo.
Acredito até que há um lado negativo na comunicação virtual: é muito fácil tirar conclusões precipitadas e estragar uma amizade, por exemplo.
Já ouvi pessoas amigas comentarem que não querem mais falar com "beltrano" por que ele não lhe respondeu aos e-mails enviados ou porque o "sicrano" estava "online" e não deu um "oi".
A tecnologia que me desculpe, mas ainda prefiro me relacionar ao vivo e em cores.