terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que é perdoar?


Perdoar. Tarefa fácil pra uns; difícil pra outros. O que é perdoar? Botar uma pedra em cima de todas as ofensas sofridas? Fazer de conta que nada aconteceu? Esquecer pura e simplesmente?Dar uma nova chance?
Em particular, não sou de guardar ressentimentos. Fico triste por momentos desagradáveis que marcam páginas da minha vida com decepções e a intensidade da tristeza que sinto é proporcional ao tanto de carinho que nutro por quem me magoou. Mas raiva, aquele sentimento ruim que afasta qualquer possibilidade de reconciliação, esse não alojo em meu peito. Dou sim, tempo ao tempo, espero as feridas cicatrizarem e aí sinto-me pronta, novamente para reinventar as relações estremecidas, se possível for.
Quando não é possível retornar aos bons momentos, guardo com carinho todos os que colecionei e continuo minha caminhada, sem ressentimentos.
A diferença entre tristeza e raiva é grande. A tristeza leva-me a refletir sobre todos os caminhos percorridos, leva-me aos por quês necessários para encontrar o equilíbrio. A raiva não me daria essa oportunidade, cegaria o meu senso crítico e afastaria qualquer possibilidade de crescimento emocional.
Penso que perdoar implica em livrar-se do ressentimento que, em geral, está acompanhado da raiva. Como o sentimento que me envolve em situações desconfortáveis é a tristeza e não a raiva, não tenho o que perdoar.
E você, caro visitante em meu blog, como costuma reagir em situações assim? Que sentimento você carrega quando alguém lhe magoa?

2 comentários:

  1. Penso que haja realmente uma grande diferença entre raiva e tristeza. Dependendo da situação, sinto sim, raiva, por ser humana, mas tento neutralizá-la, anulá-la, para que minha vida se torne mais leve, e meus passos também. Penso que faço o mesmo com a tristeza, para que possa viver normalmente, sem aquela tristeza que torna nossos passos lentos, cansativos e pesados. Belo texto!

    Clara

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  2. Seu texto me remete aos ensinamentos do Mestre dos mestres, Mestre acima de todos: Jesus. Ao ser perguntado por Pedro se devemos perdoar até sete vezes os que nos ofendem, sua resposta foi um misto de algo "impossível" com possível ao mesmo tempo: "Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete". Para alguns seres humanos pode parecer impossível, para outros, isso é plenamente possível e até rotineiro. Esses são, certamente, os mais felizes. Ignoram tudo em nome do amor maior. Devo confessar que, infelizmente, eu não sou um desses. Acredito que esteja mais para o outro grupo. Assim, só me resta perseverar no crescimento na fé e na caridade. E quem sabe um dia, chegar àquele estágio. Afinal, ninguém é perfeito.

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